Após 5 anos de trabalhos eventuais, dentro de casa, com poucos riscos - sem contar, claro, a roda-viva doméstica que nos esgota mas não é considerada trabalho, rs. - coloquei os pés em uma empresa de novo.
Estava buscando a bastante tempo, e quando a escola de idiomas me chamou para trabalhar em uma empresa, chequei horários e localização, qual não foi minha surpresa ao ver que poderia enfim coincidir meu horario com o do meu esposo, inclusive porque, dentre todas as possíveis, coincidencias o trabalho era justamente na empresa onde ele trabalha, entre todas empresas que existem no México.
A sensação de voltar a trabalhar, entrar em uma empresa, observar a decoração moderna das instalações, as vestimentas das pessoas, lidar com clientes, maquiar-se, arrumar-se, sair de casa, dirigir até o trabalho, eram rotinas tão distantes, que não fazia idéia de quanto estava desacostumada.
Deixar meus filhotes em casa foi infinitamente menos difícil do que imaginava e a sensação de regresar foi muito melhor. Preparar as aulas, lidar com os alunos, sentir o medo do desconhecido, da rejeição do primeiro dia, a dor de barriga que antecipou tudo isso, valeu a pena.
Claro que tudo isso só é tão satisfatório porque posso me dar ao luxo de trabalhar poucas horas por dia, nem todos os días e seguir me dedicando aos meus pequenos, haver começado enquanto as crianças estão de férias e com minha mãe em caminho é apenas mais um fator que me torna grata por tudo.
Parece que enfim as oportunidades estão surgindo e quero vive-las o máximo possível. Não é todo dia que universo nos permite realizar tudo ao mesmo tempo agora.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Vontade de mudar?
Retrospectiva 2008 - 2013
Essa semana fechamos um ciclo nas nossas vidas. O ultimo exame que fizemos comprovou que a cirurgia de vias urinárias do meu filho foi um sucesso. Ainda temos acompanhamentos que fazer, mas o medo de encarar uma 4º cirurgia e toda a odisseia que isso acompanha, emocionais, psicológicos e financeiros, ficou para trás. Nos últimos 2 anos estivemos tão envolvidos com esses problemas que sentimos que nossa vida de forma geral esteve em suspenso.
Não é fácil ver seu filho sofrer, saber que possui um problema de saúde sério e submete-lo a cirurgias. É ainda mais difícil quando se vive isso tudo em um país distante, sem apoio da família ou do plano de saúde. Sei se paga uma atrocidade de plano de saúde no Brasil e muitas vezes ainda temos que buscar um médico fora do convenio para ter um atendimento melhor, mas há menos surpresas. Nossos gastos, com médicos, exames etc, dava para comprar uns 2 carros, ainda que contando com seguro médico de gastos maiores. Mas não há dinheiro no mundo que pague pela saúde, então faríamos tudo de novo. Estou a 3 anos sem ir ao Brasil e não sei quando irei de novo. Agora é hora de abrir o peito, respirar aliviados e fazer planos de novo.
Não descartamos a ideia de voltar ao Brasil definitivamente, embora a probabilidade a curto prazo seja mínima. Pensamos em nos fixar um tempo no México ou mudar a outro país. Como? Para onde? Quem sabe? Hehe. A idéia é lançar os desejos ao Universo e esperar que Ele se encargue do como. Para onde seria bom ter uma idéia, só para ajudar.
Minha mãe esta com planos de vir a viver no México, alugar seu apto e viver pertinho da gente. Isso nos dá vontade de criar raízes, ter uma mãe e vó por perto facilita tudo, coração, sentimentos, logística de vida. Buscando ideias de lugares para ela, nos lembramos de como foi vir viver aqui e de todo o custo emocional e de adaptação.
Viemos para cá 1 mês antes do Natal. Chorava passeando pelos corredores dos shoppings escutando musicas natalinas e passando o primeiro Natal longe da minha gente. Reclamávamos de tudo, dos serviços, comida, falta disso e daquilo. Não sei como consegui fazer amigos mexicanos, esse povo é muito lindo como dizem por aqui. E conheci muita gente linda mesmo. Quando engravidei em meio a gripe suína, com menos de 6 meses vivendo aqui, foram essas pessoas queridas que me ajudaram a seguir adiante e não enlouquecer. Me deram carinho, apoio, recomendações. Jamais esquecerei da Paty me ligando dizendo que eu TINHA que ir na obstetra dela, e que tinha muita pena de me ver sozinha nessa hora. E eu TINHA mesmo, valeu a pena cruzar a cidade e conhecer sua médica, uma pessoa linda que facilitou muito minha segunda gravidez e o fato de encararmos uma maternidade com a sala de espera vazia. Obrigada Paty e dra. Graciela.
Passada a gripe suína, gravidez, nascimento da minha princesa e primeira infância do meu filho, jamais vivemos tranquilamente no México, não sei se é porque meu marido e eu somos muito inquietos ou azarados, mas nos mudamos 6 vezes nos últimos 4 anos - e ainda temos coragem de pensar em mais mudanças. Após vivermos no hotel e nos mudarmos a um belo apto percebemos que nos equivocamos na primeira escolha, transito, custos, poluição nos fizeram mudar do primeiro apto para uma casa. Chegando na casa descubro a gravidez, a parte da adaptação a nova vida, vivemos 2 anos nessa casa. Depois mudanças no local de trabalho nos fizeram mudar de zona e cidade. Nova adaptação, novo mundo de novo. Apesar da nova casa na nova cidade ser bem localizada tivemos o azar de sermos roubados duas vezes dentro de um condomínio fechado. Coisas da vida e maré brava, onde em 6 meses tivemos 2 cartões clonados, carteira roubada e 2 roubos a residência. Prejuízo, decepção, temor, nova mudança. Pertinho do Natal - já com arvore montada e tudo - mudamos de novo. Depois de apenas 9 meses o dono da casa decide vende-la e tivemos que mudar de novo, dessa vez já tinha enfeites de Haloween montados. Vontade de comprar casa só para parar de mudar. Isso tudo ocorreu nos últimos 2 anos e coincidindo com tantas mudanças e dramas pessoais vivemos os problemas de saúde do meu filhote. Não foi bolinho não.
Nessas horas em retrospectiva sabemos que somos adaptáveis e flexíveis. Podemos mudar mil vezes e ainda assim manter nossa essência. Sempre encontraremos pessoas maravilhosas que nos ajudarão. Hoje quando vejo um brasileiro recém chegado tenho peninha de toda adaptação que terá que sofrer, minha mae depois de tantas idas e vindas e com a gente por perto, espero que muito menos, estaremos aqui para cada passo que ela der, cada panela que tenha que comprar. Mas mesmo minha mae que já é quase uma cidadã mexicana após vir para cá umas 5 ou 6 vezes - perdi as contas - aprenderá a viver em solo estranho e vai curtir isso. Vai aprender a desfrutar os sabores que não gostava, a conhecer e não comparar, formas de ser e de viver, e vai encontrar em alguns aspectos valores culturais muitos superiores aos seus e em outros vai valorizar para sempre nossa terra amada Brasil com todos seus defeitos terríveis.
As vezes nos perguntamos se não vale a pena sossegar o facho e assentar aqui mesmo por enquanto. Pode ser que sim, pode ser que não. O tempo e oportunidades que surjam nos dirão. Mas se houver mudança, acho que teremos coragem de encarar de novo. Menos ingênuos e muito mais fortes. Seja o que o Arquiteto Divino decida, que seja para o melhor, sempre.
Essa semana fechamos um ciclo nas nossas vidas. O ultimo exame que fizemos comprovou que a cirurgia de vias urinárias do meu filho foi um sucesso. Ainda temos acompanhamentos que fazer, mas o medo de encarar uma 4º cirurgia e toda a odisseia que isso acompanha, emocionais, psicológicos e financeiros, ficou para trás. Nos últimos 2 anos estivemos tão envolvidos com esses problemas que sentimos que nossa vida de forma geral esteve em suspenso.
Não é fácil ver seu filho sofrer, saber que possui um problema de saúde sério e submete-lo a cirurgias. É ainda mais difícil quando se vive isso tudo em um país distante, sem apoio da família ou do plano de saúde. Sei se paga uma atrocidade de plano de saúde no Brasil e muitas vezes ainda temos que buscar um médico fora do convenio para ter um atendimento melhor, mas há menos surpresas. Nossos gastos, com médicos, exames etc, dava para comprar uns 2 carros, ainda que contando com seguro médico de gastos maiores. Mas não há dinheiro no mundo que pague pela saúde, então faríamos tudo de novo. Estou a 3 anos sem ir ao Brasil e não sei quando irei de novo. Agora é hora de abrir o peito, respirar aliviados e fazer planos de novo.
Não descartamos a ideia de voltar ao Brasil definitivamente, embora a probabilidade a curto prazo seja mínima. Pensamos em nos fixar um tempo no México ou mudar a outro país. Como? Para onde? Quem sabe? Hehe. A idéia é lançar os desejos ao Universo e esperar que Ele se encargue do como. Para onde seria bom ter uma idéia, só para ajudar.
Minha mãe esta com planos de vir a viver no México, alugar seu apto e viver pertinho da gente. Isso nos dá vontade de criar raízes, ter uma mãe e vó por perto facilita tudo, coração, sentimentos, logística de vida. Buscando ideias de lugares para ela, nos lembramos de como foi vir viver aqui e de todo o custo emocional e de adaptação.
Viemos para cá 1 mês antes do Natal. Chorava passeando pelos corredores dos shoppings escutando musicas natalinas e passando o primeiro Natal longe da minha gente. Reclamávamos de tudo, dos serviços, comida, falta disso e daquilo. Não sei como consegui fazer amigos mexicanos, esse povo é muito lindo como dizem por aqui. E conheci muita gente linda mesmo. Quando engravidei em meio a gripe suína, com menos de 6 meses vivendo aqui, foram essas pessoas queridas que me ajudaram a seguir adiante e não enlouquecer. Me deram carinho, apoio, recomendações. Jamais esquecerei da Paty me ligando dizendo que eu TINHA que ir na obstetra dela, e que tinha muita pena de me ver sozinha nessa hora. E eu TINHA mesmo, valeu a pena cruzar a cidade e conhecer sua médica, uma pessoa linda que facilitou muito minha segunda gravidez e o fato de encararmos uma maternidade com a sala de espera vazia. Obrigada Paty e dra. Graciela.
Passada a gripe suína, gravidez, nascimento da minha princesa e primeira infância do meu filho, jamais vivemos tranquilamente no México, não sei se é porque meu marido e eu somos muito inquietos ou azarados, mas nos mudamos 6 vezes nos últimos 4 anos - e ainda temos coragem de pensar em mais mudanças. Após vivermos no hotel e nos mudarmos a um belo apto percebemos que nos equivocamos na primeira escolha, transito, custos, poluição nos fizeram mudar do primeiro apto para uma casa. Chegando na casa descubro a gravidez, a parte da adaptação a nova vida, vivemos 2 anos nessa casa. Depois mudanças no local de trabalho nos fizeram mudar de zona e cidade. Nova adaptação, novo mundo de novo. Apesar da nova casa na nova cidade ser bem localizada tivemos o azar de sermos roubados duas vezes dentro de um condomínio fechado. Coisas da vida e maré brava, onde em 6 meses tivemos 2 cartões clonados, carteira roubada e 2 roubos a residência. Prejuízo, decepção, temor, nova mudança. Pertinho do Natal - já com arvore montada e tudo - mudamos de novo. Depois de apenas 9 meses o dono da casa decide vende-la e tivemos que mudar de novo, dessa vez já tinha enfeites de Haloween montados. Vontade de comprar casa só para parar de mudar. Isso tudo ocorreu nos últimos 2 anos e coincidindo com tantas mudanças e dramas pessoais vivemos os problemas de saúde do meu filhote. Não foi bolinho não.
Nessas horas em retrospectiva sabemos que somos adaptáveis e flexíveis. Podemos mudar mil vezes e ainda assim manter nossa essência. Sempre encontraremos pessoas maravilhosas que nos ajudarão. Hoje quando vejo um brasileiro recém chegado tenho peninha de toda adaptação que terá que sofrer, minha mae depois de tantas idas e vindas e com a gente por perto, espero que muito menos, estaremos aqui para cada passo que ela der, cada panela que tenha que comprar. Mas mesmo minha mae que já é quase uma cidadã mexicana após vir para cá umas 5 ou 6 vezes - perdi as contas - aprenderá a viver em solo estranho e vai curtir isso. Vai aprender a desfrutar os sabores que não gostava, a conhecer e não comparar, formas de ser e de viver, e vai encontrar em alguns aspectos valores culturais muitos superiores aos seus e em outros vai valorizar para sempre nossa terra amada Brasil com todos seus defeitos terríveis.
As vezes nos perguntamos se não vale a pena sossegar o facho e assentar aqui mesmo por enquanto. Pode ser que sim, pode ser que não. O tempo e oportunidades que surjam nos dirão. Mas se houver mudança, acho que teremos coragem de encarar de novo. Menos ingênuos e muito mais fortes. Seja o que o Arquiteto Divino decida, que seja para o melhor, sempre.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Vontando ao cenário e logo saindo de cena.
Até que ponto devemos ajudar nossos filhos em seus projetos? Até que ponto devemos "pegar pela mão" e em que ponto devemos ir para os bastidores?
Recentemente meu filho, na primeira série do primário, resolveu que queria escrever um conto. Inventou um super herói que é uma mistura de Batman com sei-lá-o-que e não sabia como escrever. Durante o tempo que ficou internado, com soro na mão e muito desconforto pelas sondas o convenci a me contar a história e eu fui escrevendo, a ideia era dele, as preposições, estruturas verbais e pronomes eram meus. O resultado final foi uma história claramente escrita por uma criança de 7anos e todo seu mundo de infinita imaginação, um menininho felicíssimo com seu próprio logro.
Semana passada foi sua estréia, assim como de sua irmãzinha de 3 anos em uma feira de ciências. O professor, um biólogo, fez um projeto bacana, compramos tartarugas e coisas para cuidá-las, em uma equipe e as crianças aprenderam a cuidá-las, pesar, medir, alimentar e limpar, fazendo um projeto científico onde as crianças deveriam avaliar que alimento era melhor para as tartarugas. Tudo isso supervisionado pelo professor em um laboratório e registrado pelos pequenos. Para eles não era um projeto cientifico, e sim parte de suas tarefas escolares. Logo deveriam fazer uma apresentação, em inglês, com imagens e demonstração na feira de ciências. No caso da minha filha menor tínhamos que buscar um projeto sobre cores, fazer uma apresentação e cartaz. Obviamente muito trabalho para os pais.
Sempre fui contra escolas que ficam passando muita "lição de casa para pais". Quando me envolvi no projeto das tartarugas, me reunindo com pais nas manhãs para discutir e preparar a apresentação me dei conta de que esse envolvimento estimula a criança. Pude ajudar a prepara-lo, compreender e fazer uma bonita apresentação. Todo pai e mãe deseja que seu filho se dedique com entusiasmo a escola e espera que isso brote única e exclusivamente em função da escola. As vezes professores comprometidos e dedicados conseguem despertar uma paixão por química, biologia, matemáticas ou literatura, mas na maioria das vezes o que ocorre é o contrário. Professores cansados e automatizados se supõe que ensinam e os alunos fingem que aprendem.
Não sei se meu filho será um cientista, matemático, artista ou advogado. Certamente não tem veia para biologia, rs, uma vez que era o único do grupo que não queria tocar nas tartarugas, mas nesse período esteve buscando informações em livros de pesquisa sobre os animais e adora compreender sobre eles, como vivem, seus habitats, forma de alimentar-se. Se interessa em pesquisar, em aprender.
Essa semana começamos um projeto de teatro, dá-lhe mais pesquisas e estímulos a imaginação. Resisto a tentação de buscar algo pronto googleando e me sento com meu filho. Voltando as responsabilidades escolares depois de tanto tempo...mas pouco a pouco vou saindo de cena e deixando meu pequeno ser o ator principal. E escritor, cientista, musico e o que mais deseje sonhar.
Recentemente meu filho, na primeira série do primário, resolveu que queria escrever um conto. Inventou um super herói que é uma mistura de Batman com sei-lá-o-que e não sabia como escrever. Durante o tempo que ficou internado, com soro na mão e muito desconforto pelas sondas o convenci a me contar a história e eu fui escrevendo, a ideia era dele, as preposições, estruturas verbais e pronomes eram meus. O resultado final foi uma história claramente escrita por uma criança de 7anos e todo seu mundo de infinita imaginação, um menininho felicíssimo com seu próprio logro.
Semana passada foi sua estréia, assim como de sua irmãzinha de 3 anos em uma feira de ciências. O professor, um biólogo, fez um projeto bacana, compramos tartarugas e coisas para cuidá-las, em uma equipe e as crianças aprenderam a cuidá-las, pesar, medir, alimentar e limpar, fazendo um projeto científico onde as crianças deveriam avaliar que alimento era melhor para as tartarugas. Tudo isso supervisionado pelo professor em um laboratório e registrado pelos pequenos. Para eles não era um projeto cientifico, e sim parte de suas tarefas escolares. Logo deveriam fazer uma apresentação, em inglês, com imagens e demonstração na feira de ciências. No caso da minha filha menor tínhamos que buscar um projeto sobre cores, fazer uma apresentação e cartaz. Obviamente muito trabalho para os pais.
Sempre fui contra escolas que ficam passando muita "lição de casa para pais". Quando me envolvi no projeto das tartarugas, me reunindo com pais nas manhãs para discutir e preparar a apresentação me dei conta de que esse envolvimento estimula a criança. Pude ajudar a prepara-lo, compreender e fazer uma bonita apresentação. Todo pai e mãe deseja que seu filho se dedique com entusiasmo a escola e espera que isso brote única e exclusivamente em função da escola. As vezes professores comprometidos e dedicados conseguem despertar uma paixão por química, biologia, matemáticas ou literatura, mas na maioria das vezes o que ocorre é o contrário. Professores cansados e automatizados se supõe que ensinam e os alunos fingem que aprendem.
Não sei se meu filho será um cientista, matemático, artista ou advogado. Certamente não tem veia para biologia, rs, uma vez que era o único do grupo que não queria tocar nas tartarugas, mas nesse período esteve buscando informações em livros de pesquisa sobre os animais e adora compreender sobre eles, como vivem, seus habitats, forma de alimentar-se. Se interessa em pesquisar, em aprender.
Essa semana começamos um projeto de teatro, dá-lhe mais pesquisas e estímulos a imaginação. Resisto a tentação de buscar algo pronto googleando e me sento com meu filho. Voltando as responsabilidades escolares depois de tanto tempo...mas pouco a pouco vou saindo de cena e deixando meu pequeno ser o ator principal. E escritor, cientista, musico e o que mais deseje sonhar.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Ser mãe no México.
Qual a diferença entre ser mãe no Brasil e México? Mudou algo?
Me lembro que quando deixei a carreira que tinha no mercado corporativo, logo que meu filho completou 1 ano, justo no ponto em que estava começando a decolar e comecei uma carreira incipiente na área acadêmica, muitos me julgaram louca. Filho cresce e sua carreira não volta mais. Não há como regressar onde estava, depois de alguns anos estará velha para o mercado, foram alguns frases que escutei na época. No Brasil, mulheres da minha geração são consideradas loucas por deixar sua carreira e o preconceito por uma mulher jovem e produtiva optar por ser dona de casa é algo impressionante. A verdade é que uma mulher que tem filhos no Brasil pode ficar com seu filho por 6 meses, cumprir a amamentação básica e depois tem uma infinidade de opções de lugares para deixar seu bebê, só não há remédio para o vazio que se sente no coração depois que se volta ao escritório. Creio que algumas mulheres são afortunadas de se sentirem tão realizadas com seus trabalhos que equilibram melhor a equação, eu confesso que não era meu caso e mesmo o bom salário que recebia não compensava minha perda.
Aqui no México a cultura é bastante diferente. Logo que inscrevi meu filho no pré-kinder que seria o maternal do Brasil, conheci as mães de seus amiguinhos e TODAS sem exceção, eram profissionais bem sucedidas, algumas com mestrado e MBA, que havia deixado seus trabalhos para dedicarem-se a família depois que seus filhos nasceram. Na escola da minha filha metade das mulheres trabalham, a maioria em empresas familiares, apenas pelo período que as crianças estão na escola, poucas são as que trabalham em empresas. A grande maioria das mulheres que trabalham depois que os primeiros filhos nascem, desistem no segundo filho. A cultura aqui é mais machista, é certo, o homem ainda tem o papel de provedor, mas na classe baixa as mulheres trabalham sim e ajudam no orçamento doméstico, assim que é menos por machismo e mais por opção que as mulheres ficam em casa. A estrutura para mulheres que trabalham é complicada, de forma que se a mulher não é profissional liberal ou tenha uma ajudante doméstica de confiança ou família dando suporte é quase impossível trabalhar. Eu mesma fiz as contas, com 2 filhos, pagando tudo que cobram para o trabalho que eu realizo: transporte, lição de casa, cuidar das crianças, eu gastaria mais do que o salário médio que pagam a estrangeiros que oferecem serviços bilíngues.
Primeiro há que compreender que aqui a cultura é extremamente elitista. Escolher uma escola para um filho é uma tarefa que é realizada muitas vezes antes que a criança nasça. As melhores escolas - maioria bilíngues, algumas tri-lingues tem filas de anos de espera e para aprovação no materna, a família e criança são sujeitas a aprovação que envolve muito mais que um teste para identificar o nível que a criança vai estar, está ligada ao aporte financeiro e cultural da família. As melhores escolas tem um horário que vai das 7:30 a 9 de entrada e saem entre 12 e 14:30 da tarde (dependendo da idade da criança), a maioria delas tem opção de atividades extracurriculares e tareas dirigidas (ajuda na lição de casa) cada uma dessas atividades muito bem pagas mas a maioria delas vai até as 17:00h, 18:00 máximo. Existem escolas integrais que são chamadas guarderias, as guarderias são escolas com nível de ensino inferior que os bons colégios e seu horário de saída está maximo18:00. Existem algumas escolas que atendem horários até mais tarde, particulares, mas de menor qualidade.
Os salários médios e custo de vida são cerca de 30% e 40% inferiores ao Brasil, respectivamente. As mulheres que ficam em casa, são responsáveis pela educação dos filhos, administração da casa, que deve ter sempre sua apresentação social impecável, recebem frequentemente e fazem malabarismos com o orçamento doméstico, porque em qualquer lugar um a menos trabalhando faz diferença. A questão básica aqui é que estar em casa é uma opção da família, pela família, em função de manter os valores familiares preservados.
As crianças são crianças por mais tempo, se vestem como crianças e agem como tal. As famílias vão a missa aos domingos e estão em família nos fins de semana. Os adolescentes viajam com os pais e tratam os mais velhos da família com respeito e cordialidade.
Aqui uma mulher que deixa seu trabalho pensa apenas na perda pessoal que será deixar de trabalhar e na perda financeira. Não há uma cobrança da sociedade para que siga com a carreira. Outro dia, uma amiga mexicana dava conselhos a outra que desejava deixar de trabalhar: quando se trabalha fora, desperdiçamos muito, gastamos em qualquer coisa. Quando se deixa de trabalhar nos organizamos, equilibramos, apertamos. No fim das contas nunca falta o necessário. As férias nem sempre são na Disney ou em Cancun, mas ainda assim são férias familiares. Temos menos supérfluos e mais necessidades básicas atendidas. E no fim das contas, o marido se esforça mais, afinal sua responsabilidade é maior e sua carreira na maioria das vezes deslancha depois da pressão inicial. Ela tem razão.
Então a resposta a minha pergunta inicial é sim. É diferente, estamos em opostos totalmente distintos. Em minha opinião faz falta um meio termo nos dois lugares, quem sabe em algum momento ambos chegam lá...
Qual a diferença entre ser mãe no Brasil e México? Mudou algo?
Me lembro que quando deixei a carreira que tinha no mercado corporativo, logo que meu filho completou 1 ano, justo no ponto em que estava começando a decolar e comecei uma carreira incipiente na área acadêmica, muitos me julgaram louca. Filho cresce e sua carreira não volta mais. Não há como regressar onde estava, depois de alguns anos estará velha para o mercado, foram alguns frases que escutei na época. No Brasil, mulheres da minha geração são consideradas loucas por deixar sua carreira e o preconceito por uma mulher jovem e produtiva optar por ser dona de casa é algo impressionante. A verdade é que uma mulher que tem filhos no Brasil pode ficar com seu filho por 6 meses, cumprir a amamentação básica e depois tem uma infinidade de opções de lugares para deixar seu bebê, só não há remédio para o vazio que se sente no coração depois que se volta ao escritório. Creio que algumas mulheres são afortunadas de se sentirem tão realizadas com seus trabalhos que equilibram melhor a equação, eu confesso que não era meu caso e mesmo o bom salário que recebia não compensava minha perda.
Aqui no México a cultura é bastante diferente. Logo que inscrevi meu filho no pré-kinder que seria o maternal do Brasil, conheci as mães de seus amiguinhos e TODAS sem exceção, eram profissionais bem sucedidas, algumas com mestrado e MBA, que havia deixado seus trabalhos para dedicarem-se a família depois que seus filhos nasceram. Na escola da minha filha metade das mulheres trabalham, a maioria em empresas familiares, apenas pelo período que as crianças estão na escola, poucas são as que trabalham em empresas. A grande maioria das mulheres que trabalham depois que os primeiros filhos nascem, desistem no segundo filho. A cultura aqui é mais machista, é certo, o homem ainda tem o papel de provedor, mas na classe baixa as mulheres trabalham sim e ajudam no orçamento doméstico, assim que é menos por machismo e mais por opção que as mulheres ficam em casa. A estrutura para mulheres que trabalham é complicada, de forma que se a mulher não é profissional liberal ou tenha uma ajudante doméstica de confiança ou família dando suporte é quase impossível trabalhar. Eu mesma fiz as contas, com 2 filhos, pagando tudo que cobram para o trabalho que eu realizo: transporte, lição de casa, cuidar das crianças, eu gastaria mais do que o salário médio que pagam a estrangeiros que oferecem serviços bilíngues.
Primeiro há que compreender que aqui a cultura é extremamente elitista. Escolher uma escola para um filho é uma tarefa que é realizada muitas vezes antes que a criança nasça. As melhores escolas - maioria bilíngues, algumas tri-lingues tem filas de anos de espera e para aprovação no materna, a família e criança são sujeitas a aprovação que envolve muito mais que um teste para identificar o nível que a criança vai estar, está ligada ao aporte financeiro e cultural da família. As melhores escolas tem um horário que vai das 7:30 a 9 de entrada e saem entre 12 e 14:30 da tarde (dependendo da idade da criança), a maioria delas tem opção de atividades extracurriculares e tareas dirigidas (ajuda na lição de casa) cada uma dessas atividades muito bem pagas mas a maioria delas vai até as 17:00h, 18:00 máximo. Existem escolas integrais que são chamadas guarderias, as guarderias são escolas com nível de ensino inferior que os bons colégios e seu horário de saída está maximo18:00. Existem algumas escolas que atendem horários até mais tarde, particulares, mas de menor qualidade.
Os salários médios e custo de vida são cerca de 30% e 40% inferiores ao Brasil, respectivamente. As mulheres que ficam em casa, são responsáveis pela educação dos filhos, administração da casa, que deve ter sempre sua apresentação social impecável, recebem frequentemente e fazem malabarismos com o orçamento doméstico, porque em qualquer lugar um a menos trabalhando faz diferença. A questão básica aqui é que estar em casa é uma opção da família, pela família, em função de manter os valores familiares preservados.
As crianças são crianças por mais tempo, se vestem como crianças e agem como tal. As famílias vão a missa aos domingos e estão em família nos fins de semana. Os adolescentes viajam com os pais e tratam os mais velhos da família com respeito e cordialidade.
Aqui uma mulher que deixa seu trabalho pensa apenas na perda pessoal que será deixar de trabalhar e na perda financeira. Não há uma cobrança da sociedade para que siga com a carreira. Outro dia, uma amiga mexicana dava conselhos a outra que desejava deixar de trabalhar: quando se trabalha fora, desperdiçamos muito, gastamos em qualquer coisa. Quando se deixa de trabalhar nos organizamos, equilibramos, apertamos. No fim das contas nunca falta o necessário. As férias nem sempre são na Disney ou em Cancun, mas ainda assim são férias familiares. Temos menos supérfluos e mais necessidades básicas atendidas. E no fim das contas, o marido se esforça mais, afinal sua responsabilidade é maior e sua carreira na maioria das vezes deslancha depois da pressão inicial. Ela tem razão.
Então a resposta a minha pergunta inicial é sim. É diferente, estamos em opostos totalmente distintos. Em minha opinião faz falta um meio termo nos dois lugares, quem sabe em algum momento ambos chegam lá...
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Mamá es dificil ser bueno...
Como sabremos si estamos creando bien a nuestros hijos?
Ni hablar del tal Manuel de instrucciones, que ya sabemos que no viene de fábrica. Me acuerdo que el pediatra de mi hijo en nuestra primer cita me dijo: luego no vas a necesitar un manual pero sí de un botón de desliga, jeje, facto.
Pero, la verdad es que mientras son bebes, luego que se nos va el choque inicial, nos acostumbramos y no está tan difícil, excepto por la falta del botón, claro. Casi todo arreglamos con besitos y brazos. A medida que se tornan mayores, los brazos se tornan pequeños y algo incómodos, las ideas, la percepción del mundo, bien como su manera de reaccionar a todo, cada vez más propias.
En ese momento nos vienen las dudas, los estamos preparando bien? Estaré haciendo yo un buen trabajo? Sabemos, desde siempre, que debemos prepararlos para el mundo, pero en verdad que significa eso? Existe alguna forma de saberlo antes que algo va mal?
Que debemos de hacer cuando nos damos cuenta que nuestros hijos sienten miedo, dolor y ya no podemos sanar con besitos y brazos? Como os preparamos para enfrentar sus monstruos y superar sus obstáculos? Podemos platicar pero es difícil explicar a nuestra personita que debe prepararse para enfrentar el mundo cuando tú misma no está lista para dejar seguir?
Una de las cosas más increíbles de ser padres es que en fin crecemos. Cuando tenemos un hijo nos damos cuenta de que no hay manera de enseñar una cosa y dar un ejemplo de distinto, de modo que debemos hacer un esfuerzo extra, intentando ser como un espejo que reflete los valores e ideales que deseamos que nuestros hijos posean. Como diré a mi hijo: do desista jamás, luche por lo que deseas, si yo no hago lo mismo? Como verduras y mantenga tu cuerpo sano, mientras me entupo de chocolate? Para desarrollar seres humanos mejores, nos tornamos nosotros mejores también. Crecemos. Aprendemos en fin todo que nuestros padres intentaban enseñarnos.
Hijo no viene con manual o botón desliga, en eses días me encantaría un botón "pausa “para que yo pudiera reflexionar antes de contestar algo, pero tampoco es una opción. Así que hagamos nuestro mejor, con las herramientas y conocimientos que tenemos, seamos el ejemplo de persona que deseamos ver reflejados en nuestros hijos. Un día mi hijo me sorprende diciendo: mamá, yo intento todos los días, pero es tan difícil ser BUENO. Es cierto mi hijo, es difícil si, mamá también hace un esfuerzo diario para ser buena. Pero si intentamos todos los días aprenderemos a ser mejores a cada día y en algún momento ahí estaremos...
Mamãe, é dificil ser bom.
Como sabemos se estamos criando bem nossos filhos?
Nem falar do tal manual de instruções, que já sabemos que não vem de fábrica. Me lembro que o pediatra de meu filho, na nossa primeira consulta me disse: logo não vai querer saber de manual e sim de um botão de desliga, rs. Verdade.
Mas o fato é que enquanto são bebês, logo que passa o choque inicial, nos acostumamos e não é tão difícil, exceto pela falta do botão, claro. Quase tudo se resolve com colo e carinho. A medida que se tornam maiores, e o colo vai se tornando pequeno e menos cômodo, as ideias e percepção do mundo, assim como sua forma de reagir a tudo cada vez mais próprias.
É nesse momento que surgem as duvidas, será que os preparamos bem? Estou fazendo um bom trabalho? Sabemos desde sempre que devemos prepara-los para o mundo, mas na prática que significa isso? Existe alguma maneira de saber antes que algo saia errado?
Que fazemos quando percebemos que nossos filhos sentem medos, dores e já não podemos sanar com beijinhos e colinho? Como os preparamos para enfrentar seus monstros e superar seus obstáculos? Podemos conversar, mas é difícil explicar a sua pessoinha que deve encarar o mundo quando você mesma não está preparada para deixa-lo ir?
Uma das coisas mais incríveis de ser pais é que crescemos enfim. Quando temos um filho aprendemos que não há como ensinar algo e dar um exemplo distinto, assim que temos que fazer um esforço extra, tentando ser um espelho que reflita os valores e ideais que desejamos que nossos filhos possuam. Como direi ao meu filho: não desista, lute pelo que você quer, se não faço o mesmo? Coma verduras, mantenha o seu corpo saudável e me entupo de chocolate? Para criar seres humanos melhores, nos tornamos melhores também. Crescemos. Aprendemos enfim tantos ensinamentos que nossos pais tentavam nos passar.
Filho não tem manual ou botão desliga, hoje em dia eu queria um botão "pause" para que eu pudesse parar e pensar antes de responder algo, mas não é uma opção. Assim que façamos o melhor com as ferramentas e conhecimentos que temos, sejamos o exemplo de pessoa que desejamos ver refletido nos nossos filhos. Um dia meu filho me surpreendeu dizendo: mamãe, eu tento todo dia, mas é difícil ser BOM. É meu filho, é difícil sim, mamãe também se esforça para ser boa. Mas se tentarmos todos os dias aprenderemos como ser melhor a cada dia e em algum momento chegaremos lá...
Nem falar do tal manual de instruções, que já sabemos que não vem de fábrica. Me lembro que o pediatra de meu filho, na nossa primeira consulta me disse: logo não vai querer saber de manual e sim de um botão de desliga, rs. Verdade.
Mas o fato é que enquanto são bebês, logo que passa o choque inicial, nos acostumamos e não é tão difícil, exceto pela falta do botão, claro. Quase tudo se resolve com colo e carinho. A medida que se tornam maiores, e o colo vai se tornando pequeno e menos cômodo, as ideias e percepção do mundo, assim como sua forma de reagir a tudo cada vez mais próprias.
É nesse momento que surgem as duvidas, será que os preparamos bem? Estou fazendo um bom trabalho? Sabemos desde sempre que devemos prepara-los para o mundo, mas na prática que significa isso? Existe alguma maneira de saber antes que algo saia errado?
Que fazemos quando percebemos que nossos filhos sentem medos, dores e já não podemos sanar com beijinhos e colinho? Como os preparamos para enfrentar seus monstros e superar seus obstáculos? Podemos conversar, mas é difícil explicar a sua pessoinha que deve encarar o mundo quando você mesma não está preparada para deixa-lo ir?
Uma das coisas mais incríveis de ser pais é que crescemos enfim. Quando temos um filho aprendemos que não há como ensinar algo e dar um exemplo distinto, assim que temos que fazer um esforço extra, tentando ser um espelho que reflita os valores e ideais que desejamos que nossos filhos possuam. Como direi ao meu filho: não desista, lute pelo que você quer, se não faço o mesmo? Coma verduras, mantenha o seu corpo saudável e me entupo de chocolate? Para criar seres humanos melhores, nos tornamos melhores também. Crescemos. Aprendemos enfim tantos ensinamentos que nossos pais tentavam nos passar.
Filho não tem manual ou botão desliga, hoje em dia eu queria um botão "pause" para que eu pudesse parar e pensar antes de responder algo, mas não é uma opção. Assim que façamos o melhor com as ferramentas e conhecimentos que temos, sejamos o exemplo de pessoa que desejamos ver refletido nos nossos filhos. Um dia meu filho me surpreendeu dizendo: mamãe, eu tento todo dia, mas é difícil ser BOM. É meu filho, é difícil sim, mamãe também se esforça para ser boa. Mas se tentarmos todos os dias aprenderemos como ser melhor a cada dia e em algum momento chegaremos lá...
terça-feira, 9 de abril de 2013
Dieta - De novo!!
Eu fui abençoada com um biótipo invejável. Ossos finos, magra, altura acima da média, cabelos vastos. Só faltou nascer na época certa, rs. Quando eu era menina a moda era ter coxas grossas como a Angélica e não havia nenhuma Paquita magrela. Galinha Magricela, varapau, saco de ossos eram apelidos comuns, na época que o bulling estava liberadíssimo. Por toda minha adolescência tive vergonha das minhas pernas e braços finos, ainda que soubesse que a barriga plana e bumbum empinado eram uma boa recompensa para a magreza. Fui usar minha primeira mini saia na Universidade, quando a anorexia começava a entrar em moda e quando ser magra passou a ser decididamente IN, deixei de fumar e descobri o que minhas amigas de toda vida haviam sofrido: próximo aos 30 anos, metabolismo diferente, tudo começa a mudar e descobri que não seria magra para sempre, justo quando poderia começar a aproveitar.
Depois dos 30 e do primeiro filho comecei a brigar com a balança. Por sorte nessa mesma época a mulher passa a ter um melhor gosto e aprende a valorizar seus pontos fortes, assim que nunca usei tanto decote, rs. 4 anos depois já vivendo no México engravidei da minha segunda filha, sem haver vencido a batalha, portanto com sobrepeso, sobre emoções e tudo mais que tinha direito, aí o caldo entornou... Pela primeira vez na vida descobri o que era ser gordinha. Embora minhas pernas houvessem atingido um diâmetro que eu não me queixava, as celulites que iam até os joelhos, barriga e papada já não eram disfarçados com um decote, que nem caia tão bem no México.
2 anos depois, no dia que minha filha entrou na escola, declarei a I Guerra Mundial contra meu peso. Comecei com dieta de calorias e até mesmo encarei exercício físico como opção. Eu, a rainha das preguiçosas, comecei a nadar, caminhar 7km /h (meus joelhos podres não permitem corridas), dançar, roubei o Polar do meu marido e comecei a curtir queimar calorias, até porque com isso eu podia comer mais, rs, uma vez que minha dieta foi baseada na quantidade total que podia comer de calorias. Malhava 5 dias por semana, 2h por dia e descobri que aquela gente chata que fica dizendo que é um barato a tal da endorfina produzida pelo exercício, tinham uma certa razão, isso e poder comer uma barra de chocolate sem culpa nenhuma. Alguns meses depois emagreci os primeiros 10 kg. Me sentia genial, ainda sabendo que tinha outros 10 pela frente.
Uma série de contratempos e também inconformidade com as regras do clube que eu era sócia me fizeram dar adios, isso somado a seguintes 6 meses de preocupações financeiras e com saúde do meu filho, me fizeram deixar de lado todo meu projeto Top Model 40.
Essa semana, exatamente 1 ano depois da I Guerra Mundial, contabilizo 4kg mais, o que ainda me deixa no lucro. Mas como ainda falta muito quilo para perder, declaro a II Guerra. Já não tenho as mesas armas de largo alcance que tinha antes, o clube vai fazer falta dessa vez. Isso significa que terei q fazer uma coisa muito chata que é fechar a boca. Por sorte em frente a escola da minha filha tenho uma alameda linda, cercada de arvores centenárias, cheias de esquilos correndo para lá e para cá, onde posso fazer minhas caminhadas.
Enquanto isso vou aproveitando o fato de que aos 37 decididamente já sei valorizar meus pontos fortes, formas e cores que me beneficiam, ou como disse meu filho a pouco mais de um ano: mamãe, você é tão magra de roupa e quando tira a roupa fica gorda, bem não gooooorda, mas gordinha sabe. - Ele é muito sensível e amável e jamais diz que uma mulher está gorda ou feia, esse certamente se dará bem com as garotas.
Assim que encaro o fato de que não vivo na idade media onde ser gordinha era moda, sexy (tanto que faziam quadros com nús cheios de banhas), informo que não tenho nenhuma pretensão de voltar a ser o biótipo perfeito do ano 2000 (nascida por azar, 25 anos antes) mas espero emagrecer o suficiente para diminuir essa proeminência abdominal que realmente não me agrada.
Eu fui abençoada com um biótipo invejável. Ossos finos, magra, altura acima da média, cabelos vastos. Só faltou nascer na época certa, rs. Quando eu era menina a moda era ter coxas grossas como a Angélica e não havia nenhuma Paquita magrela. Galinha Magricela, varapau, saco de ossos eram apelidos comuns, na época que o bulling estava liberadíssimo. Por toda minha adolescência tive vergonha das minhas pernas e braços finos, ainda que soubesse que a barriga plana e bumbum empinado eram uma boa recompensa para a magreza. Fui usar minha primeira mini saia na Universidade, quando a anorexia começava a entrar em moda e quando ser magra passou a ser decididamente IN, deixei de fumar e descobri o que minhas amigas de toda vida haviam sofrido: próximo aos 30 anos, metabolismo diferente, tudo começa a mudar e descobri que não seria magra para sempre, justo quando poderia começar a aproveitar.
Depois dos 30 e do primeiro filho comecei a brigar com a balança. Por sorte nessa mesma época a mulher passa a ter um melhor gosto e aprende a valorizar seus pontos fortes, assim que nunca usei tanto decote, rs. 4 anos depois já vivendo no México engravidei da minha segunda filha, sem haver vencido a batalha, portanto com sobrepeso, sobre emoções e tudo mais que tinha direito, aí o caldo entornou... Pela primeira vez na vida descobri o que era ser gordinha. Embora minhas pernas houvessem atingido um diâmetro que eu não me queixava, as celulites que iam até os joelhos, barriga e papada já não eram disfarçados com um decote, que nem caia tão bem no México.
2 anos depois, no dia que minha filha entrou na escola, declarei a I Guerra Mundial contra meu peso. Comecei com dieta de calorias e até mesmo encarei exercício físico como opção. Eu, a rainha das preguiçosas, comecei a nadar, caminhar 7km /h (meus joelhos podres não permitem corridas), dançar, roubei o Polar do meu marido e comecei a curtir queimar calorias, até porque com isso eu podia comer mais, rs, uma vez que minha dieta foi baseada na quantidade total que podia comer de calorias. Malhava 5 dias por semana, 2h por dia e descobri que aquela gente chata que fica dizendo que é um barato a tal da endorfina produzida pelo exercício, tinham uma certa razão, isso e poder comer uma barra de chocolate sem culpa nenhuma. Alguns meses depois emagreci os primeiros 10 kg. Me sentia genial, ainda sabendo que tinha outros 10 pela frente.
Uma série de contratempos e também inconformidade com as regras do clube que eu era sócia me fizeram dar adios, isso somado a seguintes 6 meses de preocupações financeiras e com saúde do meu filho, me fizeram deixar de lado todo meu projeto Top Model 40.
Essa semana, exatamente 1 ano depois da I Guerra Mundial, contabilizo 4kg mais, o que ainda me deixa no lucro. Mas como ainda falta muito quilo para perder, declaro a II Guerra. Já não tenho as mesas armas de largo alcance que tinha antes, o clube vai fazer falta dessa vez. Isso significa que terei q fazer uma coisa muito chata que é fechar a boca. Por sorte em frente a escola da minha filha tenho uma alameda linda, cercada de arvores centenárias, cheias de esquilos correndo para lá e para cá, onde posso fazer minhas caminhadas.
Enquanto isso vou aproveitando o fato de que aos 37 decididamente já sei valorizar meus pontos fortes, formas e cores que me beneficiam, ou como disse meu filho a pouco mais de um ano: mamãe, você é tão magra de roupa e quando tira a roupa fica gorda, bem não gooooorda, mas gordinha sabe. - Ele é muito sensível e amável e jamais diz que uma mulher está gorda ou feia, esse certamente se dará bem com as garotas.
Assim que encaro o fato de que não vivo na idade media onde ser gordinha era moda, sexy (tanto que faziam quadros com nús cheios de banhas), informo que não tenho nenhuma pretensão de voltar a ser o biótipo perfeito do ano 2000 (nascida por azar, 25 anos antes) mas espero emagrecer o suficiente para diminuir essa proeminência abdominal que realmente não me agrada.
Ok, atendendo a pedidos lo haré en español, pero no me hago responsable por errores jejeje.
Hora del cafe
No tengo el costumbre de tomar café. Cuando solia trabajar em empresas, me costo um buen rato hasta compreender que las personas salian por un café com la excusa para respirar.Lenta, verda? Enfin, por muchos años salí para cafés que no existían, a veces más de um por día. Algunas veces, em médio a esses momentos de ócio, mis colegas y yo platicábamos que rico sería estar em la casa, haciendo pasteles, dulces, mirando la tele, todavia mal existia facebook...
Dulce ilusion... Extraños eses cafecitos, donde efetivamente podíamos PARAR. Es cierto que puedo hacer dulces, pasteles, en medio a tarea de los niños, cena, al mismo tiempo que voy lavando ropa y arreglando problemas con el plomero. TV? Despues que los niños dormieran, que los trastes fueran lavados, uniformes para el dia seguiente separados, carne sacada de la nevera ... paro un pouco, empieza mi episódio favorito e lá viene... - mamá, tengo sede/hambre/frio/miedo etc... aff...
Ser ama de casa no es para nada un mar de rosas, me acuerdo que también pensaba como es que ellas quedaban tan malcuidadas, ya que tenían todo tempo para estar em la casa, porque no iban a um Gym, controlaban todo que comían, ya que todo dependia apenas de ellas? Dios, como extraño hacerme manicure toda semana, y al salon a peinarem y no esperar tener 2 metros de canas blancas de raiz para teñir, comer em restaurantes diário... Cuando tenemos nuestro soldo, gastamos em cosas inecessáras,no me parecia así entonces,pero hoy, convengamos que todo tiene su precio y el precio más grande que uma ama de casa paga es no recibir el justo precio por su trabajo.
Pero hay cosas que definitivamente no tienen precio. Estar em casa em un día de tormenta cuando o mundo es un caos. Tomar um chocolate tíbio em médio a um día frío, com calcetines de lana despues de larvarse el pelo em pleno mediodia, cuando se tiene hijos entonces hay um senfin de cosas, estar ala para todas las primeras veces, ver su carita en un dia em que las cosas no correram bien y poder apoyarlo. La vida dentro de la casa es mas nuda y cruda, lejos del aire acondicionado y de la maquillage social, nos preocupamos más com cosas reales e menos con sutilezas y superficialidades.
Em la vida real no hay hora de case todos los días. Em verdade raras veces hay hora para cualquier cosa jeje, mas todo esta bien. Tomar café solita (o chocolate, tea, donas), despues que los niños salieran para la escuela, desfrutando el sublime sonido del silencio que apenas uma ama de casa y madre saben apreciar, es rico!
09/04/2013
Hora do Café
Eu não tenho hábito de tomar café. Quando eu trabalhava em empresas, levei um bom tempo até aprender que as pessoas saiam para tomar café com a desculpa de respirar. Lerdinha ne? Enfim, eu sai por muitos anos para cafés inexistentes, as vezes mais de um por dia. Muitas vezes nesse momentos de ócio minhas colegas e eu comentávamos que delicia seria estar em casa, fazendo bolo, brigadeiro, asssistindo TV, naquela época mal existia facebook...
Doce ilusão... que saudades tenho daqueles cafezinhos, rss, onde de fato podiamos PARAR. É certo que faço brigadeiros, bolos, em meio a lição de casa, jantar, o mesmo tempo que vou lavando roupa e resolvendo problema com o encanador. TV? Depois que as criancas dormiram, que a louça do jantar foi lavada, uniformes do dia seguinte separados, carne tirada do congelador... paro um pouco, começa meu episódio favorito e lá vem... - mamãe, tenho sede/fome/frio/medo etc... aff...
Ser dona de casa não é um mar de rosas, lembro que também pensava como é que elas ficavam tão relaxadas, que tendo todo tempo para estar em casa, porque não iam a academia, controlavam o que comiam, já que tudo dependia só delas? Meu Deus, que saudade de fazer manicure toda semana, ir no cabeleleiro fazer escova, não esperar ter 2 metros de raiz - no meu caso brancas - de cabelo, comer for a todos os dias... Quando ganhamos nosso salário, desperdiçamos com essas coisas, não me parecia despedício naquela época, mas hoje, convenhamos que tudo tem um preço, e o maior preço da dona de casa é não receber o preço justo pelo trabalho.
Mas tem coisas que realmente não tem preço, Estar em casa num dia de tempestade, quando o mundo é um caos, Poder tomar um chocolate quente no meio de um dia frio, com meias de lã depois de lavar o cabelo ao meio dia, quando se tem filhos então há num sem fim de coisas, estar lá em todas as primeiras vezes, ver sua carinha em um dia que as coisas nao correram bem e poder estar la para ajudar. A vida dentro de casa é mais nua e crua, longe do ar condicionado e da maquiagem social, as gente se preocupa mais com coisas reais e menos com sutilezas e superficialidades.
Na vida real não tem hora do café todo dia. Na verdade raras vezes há hora para qualquer coisa, rs, mas tudo bem. Tomar café sozinho (ou chocolate, chá, pão com manteiga), depois que as criancas foram para a escola, desfrutando o sublime som do silêncio que só uma dona de casa e mãe sabem apreciar, é tudo de bom!
Hora do Café
Eu não tenho hábito de tomar café. Quando eu trabalhava em empresas, levei um bom tempo até aprender que as pessoas saiam para tomar café com a desculpa de respirar. Lerdinha ne? Enfim, eu sai por muitos anos para cafés inexistentes, as vezes mais de um por dia. Muitas vezes nesse momentos de ócio minhas colegas e eu comentávamos que delicia seria estar em casa, fazendo bolo, brigadeiro, asssistindo TV, naquela época mal existia facebook...
Doce ilusão... que saudades tenho daqueles cafezinhos, rss, onde de fato podiamos PARAR. É certo que faço brigadeiros, bolos, em meio a lição de casa, jantar, o mesmo tempo que vou lavando roupa e resolvendo problema com o encanador. TV? Depois que as criancas dormiram, que a louça do jantar foi lavada, uniformes do dia seguinte separados, carne tirada do congelador... paro um pouco, começa meu episódio favorito e lá vem... - mamãe, tenho sede/fome/frio/medo etc... aff...
Ser dona de casa não é um mar de rosas, lembro que também pensava como é que elas ficavam tão relaxadas, que tendo todo tempo para estar em casa, porque não iam a academia, controlavam o que comiam, já que tudo dependia só delas? Meu Deus, que saudade de fazer manicure toda semana, ir no cabeleleiro fazer escova, não esperar ter 2 metros de raiz - no meu caso brancas - de cabelo, comer for a todos os dias... Quando ganhamos nosso salário, desperdiçamos com essas coisas, não me parecia despedício naquela época, mas hoje, convenhamos que tudo tem um preço, e o maior preço da dona de casa é não receber o preço justo pelo trabalho.
Mas tem coisas que realmente não tem preço, Estar em casa num dia de tempestade, quando o mundo é um caos, Poder tomar um chocolate quente no meio de um dia frio, com meias de lã depois de lavar o cabelo ao meio dia, quando se tem filhos então há num sem fim de coisas, estar lá em todas as primeiras vezes, ver sua carinha em um dia que as coisas nao correram bem e poder estar la para ajudar. A vida dentro de casa é mais nua e crua, longe do ar condicionado e da maquiagem social, as gente se preocupa mais com coisas reais e menos com sutilezas e superficialidades.
Na vida real não tem hora do café todo dia. Na verdade raras vezes há hora para qualquer coisa, rs, mas tudo bem. Tomar café sozinho (ou chocolate, chá, pão com manteiga), depois que as criancas foram para a escola, desfrutando o sublime som do silêncio que só uma dona de casa e mãe sabem apreciar, é tudo de bom!
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