terça-feira, 9 de abril de 2013

Dieta - De novo!!

Eu fui abençoada com um biótipo invejável. Ossos finos, magra, altura acima da média, cabelos vastos. Só faltou nascer na época certa, rs. Quando eu era menina a moda era ter coxas grossas como a Angélica e não havia nenhuma Paquita magrela. Galinha Magricela, varapau, saco de ossos eram apelidos comuns, na época que o bulling estava liberadíssimo. Por toda minha adolescência tive vergonha das minhas pernas e braços finos, ainda que soubesse que a barriga plana e bumbum empinado eram uma boa recompensa para a magreza. Fui usar minha primeira mini saia na Universidade, quando a anorexia começava a entrar em moda e quando ser magra passou a ser decididamente  IN, deixei de fumar e descobri o que minhas amigas de toda vida haviam sofrido: próximo aos 30 anos, metabolismo diferente, tudo começa a mudar e descobri que não seria magra para sempre, justo quando poderia começar a aproveitar.

Depois dos 30 e do primeiro filho comecei a brigar com a balança. Por sorte nessa mesma época a mulher passa a ter um melhor gosto e aprende a valorizar  seus pontos fortes, assim que nunca usei tanto decote, rs. 4 anos depois já vivendo no México engravidei da minha segunda filha, sem haver vencido a batalha, portanto com sobrepeso, sobre emoções e tudo mais que tinha direito, aí o caldo entornou... Pela primeira vez na vida descobri o que era ser gordinha. Embora minhas pernas houvessem atingido um diâmetro que eu não me queixava, as celulites que iam até os joelhos, barriga e papada já não eram disfarçados com um decote, que nem caia tão bem no México.

2 anos depois, no dia que minha filha entrou na escola, declarei a I Guerra Mundial contra meu peso. Comecei com dieta de calorias e até mesmo encarei exercício físico como opção. Eu, a rainha das preguiçosas, comecei a nadar, caminhar 7km /h (meus joelhos podres não permitem corridas), dançar, roubei o Polar do meu marido e comecei a curtir queimar calorias, até porque com isso eu podia comer mais, rs, uma vez que minha dieta foi baseada na quantidade total que podia comer de calorias. Malhava 5 dias por semana, 2h por dia e descobri que aquela gente chata que fica dizendo que é um barato a tal da endorfina produzida pelo exercício, tinham uma certa razão, isso e poder comer uma barra de chocolate sem culpa nenhuma. Alguns meses depois emagreci os primeiros 10 kg. Me sentia genial, ainda sabendo que tinha outros 10 pela frente.

Uma série de contratempos e também inconformidade com as regras do clube que eu era sócia me fizeram dar adios, isso somado a seguintes 6 meses de preocupações financeiras e com saúde do meu filho, me fizeram deixar de lado todo meu projeto Top Model 40.

Essa semana, exatamente 1 ano depois da I Guerra Mundial, contabilizo 4kg mais, o que ainda me deixa no lucro. Mas como ainda falta muito quilo para perder, declaro a II Guerra. Já não tenho as mesas armas de largo alcance que tinha antes, o clube vai fazer falta dessa vez. Isso significa que terei q fazer uma coisa muito chata que é fechar a boca. Por sorte em frente a escola da minha filha tenho uma alameda linda, cercada de arvores centenárias, cheias de esquilos correndo para lá e para cá, onde posso fazer minhas caminhadas.

Enquanto isso vou aproveitando o fato de que aos 37 decididamente já sei valorizar meus pontos fortes, formas e cores que me beneficiam, ou como disse meu filho a pouco mais de um ano: mamãe, você é tão magra de roupa e quando tira a roupa fica gorda, bem não gooooorda, mas gordinha sabe. - Ele é muito sensível e amável e jamais diz que uma mulher está gorda ou feia, esse certamente se dará bem com as garotas.

Assim que encaro o fato de que não vivo na idade media onde ser gordinha era moda, sexy (tanto que faziam quadros com nús cheios de banhas), informo que não tenho nenhuma pretensão de voltar a ser o biótipo perfeito do ano 2000 (nascida por azar, 25 anos antes) mas espero emagrecer o suficiente para diminuir essa proeminência abdominal que realmente não me agrada.

2 comentários:

  1. Amiga, então vamos lutar juntas...rss..pena que estamos longe, mas uma pode dar força a outra. Realmente, depois dos 30 nosso metabolismo desacelera totalemente, e mesmo comendo menos e praticando atividade física vemos a balança abaixar muito devagar. força!!!!Bjokasss

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  2. Olha San, eu andei aprendendo umas dicas que ajudaram bastante, especialmente para gente que não tem um "que" de ser atleta, hehe. Eu uso um relógio Polar (pode ser de qualquer marca esportiva, tem alguns mais em conta, esse eu roubei do Paulo) que mede a qtde de calorias que queimo em cada exercício. É uma ótima ferramenta para identificar que exercício está sendo mais efetivo. Eu descobri que não posso correr, pelo meu joelho, então tenho que caminhar - forte,6 a7 km/h por mínimo 1 hora, pq caminhando começa a queimar caloria (?!?) depois de 40 min. Correndo a partir de 15 min já funciona a queima de calorias. Eu fiz uma aula de aeróbica por exemplo que me deixou morta, por dias, e no fim das contas queimei menos calorias que em uma aula de fit dance que eu realmente gostava e não me fazia sofrer nada. Caminhar na rua me faz queimar cerca de 50% mais calorias, porque exige mais que na esteira. São detalhes que ajudam. E claro, conto as calorias de tudo que como. Uso o site www.loseit.com e ajuda bastante, desde que tenha disciplina de seguir. Se tiver alguma dica, mandiga, reza braba manda por favor. Bjs e muita saudade.

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